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Faial : viver com o risco



🌋 Faial – Entre memória e riscos vulcânicos

Faial é uma ilha onde a geologia se vive no dia a dia. 

Os sismos, as erupções e os desabamentos são realidades que marcaram a história e a memória dos habitantes. Esta relação particular entre os homens e uma Terra sempre em movimento se lê em toda a paisagem.


Em Ribeirinha, as ruínas da igreja de São Mateus testemunham essa fragilidade.

Várias vezes danificado pelas forças subterrâneas, este edifício lembra o quanto o arquipélago, situado no cruzamento de três placas tectônicas, está exposto a tremores sísmicos. Aqui, a resiliência dos habitantes está inscrita nas pedras que constroem esta igreja.


Na extremidade oeste, o vulcão dos Capelinhos conta outra faceta do perigo.

Em 1957, uma erupção abalou a ilha, cobrindo vilas e terras agrícolas de cinzas, e obrigando muitas famílias a deixar seu lar.

Hoje, esta paisagem lunar tornou-se um local científico único, onde se puderam observar os mecanismos do nascimento de um vulcão e a velocidade com que as forças naturais remodelam um território novo.


Faial ilustra assim o duplo rosto dos Açores: um lugar onde a geologia é ao mesmo tempo uma ameaça e uma identidade.

Ela molda não apenas o relevo, mas também os relatos, a memória coletiva e a relação dos habitantes com seu ambiente.

Aqui, viver é aprender a compor com uma Terra em perpétuo movimento.

Outras expedições a seguir...

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