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Banco D. João de Castro : onde a Terra respira sob o mar


Ao largo, entre as ilhas de Terceira e de São Miguel, o Banco D. João de Castro é um vulcão submarino cujo cume se encontra a apenas uma dezena de metros abaixo da superfície. Este local excepcional, raramente acessível, é um dos raros testemunhos de um vulcanismo ainda ativo submarino no arquipélago dos Açores.

Graças ao apoio logístico do centro de mergulho Deep Blue Azores, baseado em Terceira, conseguimos organizar uma expedição ao mar para filmar e documentar este local único no âmbito do documentário TerrAzores.


Sob a superfície, o ambiente é ao mesmo tempo impressionante e frágil. Fumarolas submarinas liberam bolhas de gás — principalmente dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio — e testemunham uma atividade hidrotermal ainda presente. O fundo marinho é marcado por depósitos diversos, temperaturas elevadas e uma vida aquática adaptada a essas condições tão particulares.


Este mergulho revela uma geodiversidade invisível desde a terra, mas que é, no entanto, bem real. Mostra que o vulcanismo dos Açores não se limita às crateras e fluxos visíveis na superfície: ele se estende sob as ondas, em um mundo ainda pouco explorado, mas essencial para a compreensão da dinâmica das ilhas.


O Banco D. João de Castro é uma janela rara para o interior da Terra, um lugar onde o vivo e o geológico coexistem em um equilíbrio instável e fascinante.

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